Simpatias de Ano Novo IV

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- Pai? É o Bernardo...
- Fala, filhão! E aí, decidiu sobre a viagem?
- Sim, sim...Eu e a mamãe vamos descer amanhã. A Flávia, minha namorada, e a família dela também vão.
- Ah e vocês vão ficar com eles? - dava pra perceber pela voz do pai de Bernardo que agora que Adriana também iria pra praia ele preferia ficar longe deles.
- Com você, ué! O apê da Flá já tá lotado. Mas eu preciso do seu endereço pra te encontrar aí...

Bernardo anotou o telefone e voltou pro quarto.Cinco minutos depois de fechar a porta ela se escancarou e Adriana jogou uma sunga branca na cama do filho. Só fazia uma semana que tinha se separado de Carlos e já parecia a velha Adriana com enxaqueca, irritada e mal-educada.Nessas horas o garoto pensava se deveria ou não investigar o picareta do futuro-padrasto.

 

No dia seguinte desceram a serra no Civic vermelho de Adriana na companhia de Dona Lucrécia e Flávia e alguns lanchinhos e farofas pra comer na ceia de Ano Novo.
Flávia e a avó ficaram no apartamento da família, logo na entrada da cidade enquanto Adriana e Bernardo seguiram até o centro, no chalé de Jaime.

Era um chalé espaçoso de 4 quartos, 3 suítes, salão de jogos, churrasqueira e uma bela varanda com algumas redes na entrada.
Jaime saiu sorridente no portão, abraçou Bernardo e cumprimentou Adriana com a distância de um desconhecido. Foi até o Honda tirar as malas enquanto Adriana ficava medindo centímetro por centímetro o jardim do chalé.

- Adriana, você não tem usado muito o carro, né?
- Por que você tá perguntando isso?
- Já faz algum tempo que não me chegam contas de mecânicos por conta de batidas, hahahahaha!
- Jaime, me poupe de suas delicadezas e brincadeiras, tá bom? Você pode andar mais rápido com essas malas? Minha enxaqueca está voltando e estou louca pra ir me deitar.

- AAAAAAAAAH! SOCORRO! LADRA! - Adriana gritou quando abriu a porta do chalé para que Jaime e Bernardo pudessem entrar com as mãos carregadas