São rosas, são rosas!

Acompanhe esta história. Leia também: ,

Como diziam os professores de latim: rosa, rosam, rosae, rosae, rosarum. Mas na Lutti Idiomas, que também aluga o 602, não se dá aula de latim, e sim daquelas línguas típicas: inglês, espanhol e francês. Vez ou outra, conseguem formar uma classe da alemão.

Mas voltemos às rosas. Como dizia Dorival Caymmi, "rosas, rosas, rosas formosas. Rosas a me confundir". Estávamos no intervalo da aula de inglês, estão as vinte pessoas na classe, todas entre seus 17 e 20 anos.

Chega o funcionário da Lutti e pergunta para a classe:

- Quem é Mariana?

A Mariana (ah, então esse era o nome dela?) se identifica, não sabe para quê. Uma chave perdida, um carro mal estacionado? Não. Ele entra com um gigantesco buquê de rosas. Com um cartão.

"Todos querem muito bem a rosa", mas não a Mariana. Pela cara que ela fez, é de algum ex-namorado de quem ela não quer mais saber. Alguém chato o suficiente para te fazer receber um buquê de rosas no meio de uma aula!

O ex-namorado, acho, não foi muito feliz. As rosas, o que fazer com elas? As amigas, esquecendo a situação e o remetente, só ficaram admirando as rosas vermelhas. Mariana não teve dúvida: começou a distribuir as rosas todas. Na história, nem a professora ficou sem uma rosa. E as amigas ficaram um pouco encabuladas em ficar com o presente de outra pessoa

- Ah, mas a rosa... Você vai me dar, assim? Mesmo? Elas são tão bonitas, por que você não fica?

- Eu não! Vai que tem macumba...

- Haha! Se é assim, então, muito obrigada, mesmo!

- Não, você não está entendendo. Eu é que te agradeço!