Pringles

Acompanhe esta história. Leia também: ,

O Décio não é rico, aliás, longe disso... Mora de aluguel num apartamento de um quarto, junto com seu cachorro, o Sorocaba. O pobre do cão tem esse nome porque o Décio acha que o bicho é tão preguiçoso, tão devagar que ele sempre se lembrava da cidade de sua mãe, Sorocaba, a um bocado de quilômetros da capital.

Bom, mas não é o cachorro que está em questão aqui. Nem a mãe do Décio e, bem, nem Sorocaba. A questão é que ele adora Pringles. Bem, não só as batatinhas belgas, mas uma sorte toda de produtos importados acessíveis à sofrível classe-média. É uma barrinha de chocolate suiço de 50 gramas que ele pode comprar por nove e noventa e cinco, uma garrafa de refrigerante francês que só o Carrefour importa, um pacote de chá inglês que é uma pechincha.... 20 reais por 15 saquinhos, lá no empório do shopping.

Os produtos podem nem ser tão bons assim... Mas talvez o fato de serem importados e baratos dê um tempero especial.

Pois bem, andando pelo Iguatemi, não é que ele achou Pringles por R$4,99?!

- Uauu! Batatas belgas... Pringles! Pringles! Por cinco conto?

Ele levou 12. Seis originais, duas de páprica, duas de bacon e duas de cebola. Chegou no trabalho, na terça-feira, com uma lata embaixo do braço, pra dar de presente ao seu amigo que também gostava das batatas.

- Pô cara, achei pringles por cinco conto! Ótimo né?! Ó, trouxe uma pra você...

- Valeu, cara! Mas tá barato mesmo, né?

- Se tá...

- É, desde que abriram uma fábrica lá em Sorocaba, o preço caiu bastante aqui pra gente, né? Antes tinha que importar...

- ...!